sábado, 24 de março de 2012

Estou à Espera...

As palavras nunca são suficientes para descrever o que sinto,
Porque o que eu sinto é enorme,
E a vontade de te falar também.
Sinto que uma palavra pode chegar,
Contudo não há palavras,
Porque o meu pequeno dicionário,
Não inclui esse determinado vocabulário que te me permita caracterizar.
Estou à espera de uma palavra,
Uma palavra que venha de repente,
Uma palavra, que no seu jeito diferente,
Me permita expressar aquilo que um homem sente,
E que te faça sentir como nunca te sentiste.
Estou à espera que surja uma palavra,
Uma palavra que me diga
E que te diga o que és,
Uma palavra que demonstre tudo aquilo que sinto por ti,
Porque “amo-te” não é suficiente,
É apenas mais uma palavra,
Deixa-te contente…
Estou à espera da palavra,
Estou à espera da reflexão do sentimento,
Estou à espera de algo que me acalme o tormento,
E que te diga tudo…
Estou à espera de uma palavra que expresse o que para mim és,
Uma palavra que te mostre que estou a teus pés…
Estou à espera de uma palavra que explique tudo o que sinto
Espero que saibas que não minto,
Porque mentir não é de mim,
Apenas tento procurar uma palavra,
Que na sua forma escrita,
Na sua forma dita,
Demonstre que tudo o que eu de ti esperava,
Se mostre real.
Espero que as palavras cheguem neste curto poema,
Espero que apesar de poucas,
Sejam ouvidas e encaradas sem dilema.
Ainda procuro a palavra…

terça-feira, 13 de março de 2012

As Palavras São Inúteis Quando Os Sentimentos São Maiores

Um sentimento diferente,
Uma palavra dita,
Um pequeno verso ardente,
Uma caixa de mistérios e segredos,
Um pote mágico de olhares,
Um lugar sem medos,
Um pedaço de cor no horizonte,
Todo um formigueiro de emoções
Um misto dos mais belos sentimentos,
E a junção das mais belas sensações,
Palavras para te descrever são inúteis,
Maneiras de te mostrar também,
De que vale querer sentir-te,
Se quem amamos não nos quer bem?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Mais Bela das Histórias de Amor

No átrio da escola, contam-se histórias invulgares, em momentos anormais. Sofia passa o tempo ao lado das escadas, gastas pelos passos dos alunos e professores, a olhar para os rapazes que vão passando, ouvindo as suas histórias sobre o mundo futebolístico ou mesmo conversas mais íntimas. Ao fundo do corredor, vê Miguel a fechar a porta do cacifo. Os seus olhos cor de céu, numa estranha sensação, param de pestanejar; os cabelos cor de mel ficam estáticos; as mãos ficam frias e o coração acelera. O estranho rapaz não devia muito à beleza, mas a sua personalidade e beleza interior realçavam nele o melhor de alguém. Começa a andar, com os livros na mão. No seu jeito atrapalhado, ajeita os óculos e compõe a camisola. Sofia olha, quieta… Não consegue parar de o olhar. Nem o ambiente escuro, velho e degradado daquela escola tiravam a beleza àquele momento. A jovem levanta-se, vai de encontro ao rapaz. Ganha coragem para se declarar. Uma porta abre-se, chocando contra o corpo de Miguel e fazendo com que os livros lhe caiam ao chão. A bela rapariga baixa-se para o ajudar. Ele ajeita novamente os óculos e em jeito trapalhão diz:
- Não vi a porta e caíram-me os livros…
- Deixa que eu ajudo.
Os dois olham-se, num olhar intenso, mágico, uma magnífica expressão de amor.
- Obrigado… - diz o rapaz corado.
- Queres ir comer um gelado? – pergunta Sofia em tom tímido.
- Pode ser… - responde-lhe Miguel ainda corado.
- Então vem comigo e não tenhas medo…
Dão as mãos e avançam pela porta da saída, rumo a um destino que se mostraria a maior de todas as histórias de amor…

Tiago Meireles 28/12/2012 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sem Título

Suspiro no escuro
Não vejo
Nem sinto
Não digo nem minto
Aquilo que querem ouvir
Porque sou nariz de cão,
Olho de lince,
Bocado de chão,
Sou velho perdido,
Animal sozinho,
Sou um livro esquecido no baú,
Livro onde já muitos leram,
E até tu,
Disseste que gostavas
E que não te importavas
Com a minha personalidade de animal
Com a minha cara banal
Estou sozinho
Suspiro no escuro
Fecho os olhos
Procuro um futuro
Olha para mim
Que vês?
Não vês nada
Estamos no escuro…

sábado, 3 de dezembro de 2011

Duas Moedas

Tenho duas moedas no bolso
Duas moedas
Duas…
Pequenas, cintilantes
Diferentes e com cores brilhantes

Tenho duas moedas no bolso
Duas moedas
Duas…
Uma para mim e outra para ti
Duas moedas de cobre
Duas moedas de pobre
As mais belas que eu já vi

Tenho duas moedas no bolso
Duas moedas
Duas…
Tilintam e saltitam
Prontas para sair do bolso
Vão para alguma caixa registadora
Ou para alguma espécie de fosso

Não tenho duas moedas no bolso
Já as gastei…
Comprei duas gomas
Que bem que me souberam
Tenho que pedir mais duas moedas àqueles que mas deram…

sábado, 12 de novembro de 2011

A Crónica do Banco de Jardim

Há algum tempo atrás, um pequeno banco de jardim, localizado numa calma e silenciosa vila, era regularmente ocupado por um velho homem, de capote, boina e cigarro sempre na boca (pode-se dizer que era fumador compulsivo). Ele ali se sentava, desde o início da tarde até ao sol se pôr e com um pequeno rádio de cassetes, passava horas e horas a ouvir a mesma e melodiosa música: Fur Elise. Não se sabia ao certo o porquê de tão repetitivo e monótono hábito. Nunca ninguém se atrevera a perguntar-lhe o motivo. Achava-se que não seria correcto estar a meterem-se na vida de tão silencioso, pacato e tranquilo homem. Era algo que talvez fosse considerado de "fora do normal".
Certo dia, num fim de tarde de verão, um rapazinho de cabelos russos, muito bem vestido, cara lavada e a cintilar, senta-se no banco, desafiando o "fora do normal". Dirigindo-se ao velho, pergunta-lhe com a mais bela das inocências e das intenções:
- Como te chamas?
O senhor, apagando imediatamente o cigarro, olha para o menino, espantado.  
- Eu... eu não sei o meu nome. - respondeu no seu tom de voz grave, tossindo catarro de uma forma persistente. - Eu, eu não me lembro...
- Que pena... Olha, eu chamo-me Tomás e acho que a música que estás a ouvir é muito bonita. Porque é que a ouves? 
- Também não sei... Mas algo em mim me diz que é por causa de alguém que perdi...
- Olha, estás de capote porquê?
- Não sei... Talvez porque me dá conforto...
O rapaz, intrigado com todas estas respostas, começou a achar que o velhote seria um louco qualquer que não sabe quem é, quer dizer, quem era. Contudo, achou que alguém como ele estava a precisar de se sentir acarinhado e especial. Por isso, sem hesitar e num tom de voz de menino que era, pergunta-lhe:
- Olha, tu queres ser meu amigo?
- Pode ser... - respondeu o velho homem do capote, que pela primeira vez em muitos anos sorrira, num sorriso aberto e sincero, que iluminava todo um coração.
De uma forma um tanto ou quanto esquisita e pouco usual, uma amizade se formou. Teremos coragem de largar o preconceito e começar também nós a sentir o verdadeiro poder de termos um amigo ao nosso lado? Acham que vale a pena pensar nisto?

Obrigado por lerem.

TIAGO 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Por ti e Para ti

Olha para mim
Mostra-me o teu ser
Eu estou aqui
Unidos iremos vencer
Amanhã é outro dia
E muitos mais estão para vir
Fica ao meu lado
Eu não te deixarei fugir
Podes rir, podes chorar
Estou aqui para te apoiar
Rosas, são flores como tu 
És bela como o mar
Infinita como o azul
É para ti e por ti que eu vivo
Na esperança de nunca morrer
Na esperança de voltar a nascer
Por ti e para ti...


Este poema é dedicado a todos aqueles que estão apaixonados...


Feliz Dia de São Valentim!