quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sem Título

Suspiro no escuro
Não vejo
Nem sinto
Não digo nem minto
Aquilo que querem ouvir
Porque sou nariz de cão,
Olho de lince,
Bocado de chão,
Sou velho perdido,
Animal sozinho,
Sou um livro esquecido no baú,
Livro onde já muitos leram,
E até tu,
Disseste que gostavas
E que não te importavas
Com a minha personalidade de animal
Com a minha cara banal
Estou sozinho
Suspiro no escuro
Fecho os olhos
Procuro um futuro
Olha para mim
Que vês?
Não vês nada
Estamos no escuro…

sábado, 3 de dezembro de 2011

Duas Moedas

Tenho duas moedas no bolso
Duas moedas
Duas…
Pequenas, cintilantes
Diferentes e com cores brilhantes

Tenho duas moedas no bolso
Duas moedas
Duas…
Uma para mim e outra para ti
Duas moedas de cobre
Duas moedas de pobre
As mais belas que eu já vi

Tenho duas moedas no bolso
Duas moedas
Duas…
Tilintam e saltitam
Prontas para sair do bolso
Vão para alguma caixa registadora
Ou para alguma espécie de fosso

Não tenho duas moedas no bolso
Já as gastei…
Comprei duas gomas
Que bem que me souberam
Tenho que pedir mais duas moedas àqueles que mas deram…

sábado, 12 de novembro de 2011

A Crónica do Banco de Jardim

Há algum tempo atrás, um pequeno banco de jardim, localizado numa calma e silenciosa vila, era regularmente ocupado por um velho homem, de capote, boina e cigarro sempre na boca (pode-se dizer que era fumador compulsivo). Ele ali se sentava, desde o início da tarde até ao sol se pôr e com um pequeno rádio de cassetes, passava horas e horas a ouvir a mesma e melodiosa música: Fur Elise. Não se sabia ao certo o porquê de tão repetitivo e monótono hábito. Nunca ninguém se atrevera a perguntar-lhe o motivo. Achava-se que não seria correcto estar a meterem-se na vida de tão silencioso, pacato e tranquilo homem. Era algo que talvez fosse considerado de "fora do normal".
Certo dia, num fim de tarde de verão, um rapazinho de cabelos russos, muito bem vestido, cara lavada e a cintilar, senta-se no banco, desafiando o "fora do normal". Dirigindo-se ao velho, pergunta-lhe com a mais bela das inocências e das intenções:
- Como te chamas?
O senhor, apagando imediatamente o cigarro, olha para o menino, espantado.  
- Eu... eu não sei o meu nome. - respondeu no seu tom de voz grave, tossindo catarro de uma forma persistente. - Eu, eu não me lembro...
- Que pena... Olha, eu chamo-me Tomás e acho que a música que estás a ouvir é muito bonita. Porque é que a ouves? 
- Também não sei... Mas algo em mim me diz que é por causa de alguém que perdi...
- Olha, estás de capote porquê?
- Não sei... Talvez porque me dá conforto...
O rapaz, intrigado com todas estas respostas, começou a achar que o velhote seria um louco qualquer que não sabe quem é, quer dizer, quem era. Contudo, achou que alguém como ele estava a precisar de se sentir acarinhado e especial. Por isso, sem hesitar e num tom de voz de menino que era, pergunta-lhe:
- Olha, tu queres ser meu amigo?
- Pode ser... - respondeu o velho homem do capote, que pela primeira vez em muitos anos sorrira, num sorriso aberto e sincero, que iluminava todo um coração.
De uma forma um tanto ou quanto esquisita e pouco usual, uma amizade se formou. Teremos coragem de largar o preconceito e começar também nós a sentir o verdadeiro poder de termos um amigo ao nosso lado? Acham que vale a pena pensar nisto?

Obrigado por lerem.

TIAGO 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Por ti e Para ti

Olha para mim
Mostra-me o teu ser
Eu estou aqui
Unidos iremos vencer
Amanhã é outro dia
E muitos mais estão para vir
Fica ao meu lado
Eu não te deixarei fugir
Podes rir, podes chorar
Estou aqui para te apoiar
Rosas, são flores como tu 
És bela como o mar
Infinita como o azul
É para ti e por ti que eu vivo
Na esperança de nunca morrer
Na esperança de voltar a nascer
Por ti e para ti...


Este poema é dedicado a todos aqueles que estão apaixonados...


Feliz Dia de São Valentim!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Poema

Encontrei uma caneta perdida nos meus versos
Uma caneta poeirenta, uma caneta sem tinta
Uma caneta que me recorda a duração infinita 
Que um poema pode ter
Lembrei-me daquilo que faz de mim poeta,
Daquilo que me faz voar em liberdade
Pelo mundo da minha pobre caneta
Imagino-me a criar um poema
Imagino-me a rimar sem regra 
Tornando-me verdade e entrega
Partiu, a caneta partiu
Mas o que tem aquela caneta
Que me faz querer ser poeta?
Nada, apenas um monte de nada
Com sonhos e poesia à mistura

Faz de Conta

Faz de conta que sou chave
Eu serei a porta que se abre


Faz de conta que sou luz
eu serei o brilho que te seduz


Faz de conta que sou mar
Eu serei azul a brilhar


Faz de conta que sou melodia
Eu serei nota da tua sinfonia


Faz de conta que sou teu
Eu serei tua e tu serás meu


E como criança tonta
Faz de conta, faz de conta...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Viagem

No meu íntimo, existe um grande desejo de poder viajar pelo mundo. Não em nenhum local em particular, simplesmente, conhecer o mundo, este pedaço de verde e azul suspenso no escuro.
É na Terra que nós, pessoas, conhecemos o que há de mais fantástico, aquilo que nos faz viver. As viagens são como corredores que nos levam ao conhecimento. Gostava de ir a tantos sítios, que é quase impossível enumerá-los. Viajaria até aos Himalaias, onde teria a oportunidade de conhecer o mundo por um pequeno vértice de gelo, conviver com as gentes de lá, saber o que gostam e conhecer o “Yeti”. Depois, iria até ao Brasil, desfrutar de uma água de coco, enquanto o sol ardente se põe sob o meu olhar, e as pessoas passam, muitas quase indiferentes àquela paisagem. Com o dinheiro quase a acabar depois de tanta viagem, iria até ao Reino de Tonga, aquele que é sem dúvida o meu local predilecto. Lá as praias são de areia branca e água azul, as pessoas vivem em festa, celebrando sempre o milagre que é a vida. Um dos aspectos que caracteriza a população tonganesa, é o facto de grande parte da população ter excesso de peso. Mas lá, é considerado um sinal de respeito e de superioridade! Esquisito, ah?
Já com o dinheiro gasto e com a pele morena, voltaria a Portugal, a minha adorada terra, onde as pessoas lutam para comprar um bacalhau e cuja economia é uma miséria.

olá

Olá a todos que estão a ver esta mensagem. Para quem nao sabe, sou um rapaz de 14 anos que gosta de escrever textos e poesia. Espero que apreciem o meu trabalho e que gostem do que faço.