domingo, 13 de fevereiro de 2011

Poema

Encontrei uma caneta perdida nos meus versos
Uma caneta poeirenta, uma caneta sem tinta
Uma caneta que me recorda a duração infinita 
Que um poema pode ter
Lembrei-me daquilo que faz de mim poeta,
Daquilo que me faz voar em liberdade
Pelo mundo da minha pobre caneta
Imagino-me a criar um poema
Imagino-me a rimar sem regra 
Tornando-me verdade e entrega
Partiu, a caneta partiu
Mas o que tem aquela caneta
Que me faz querer ser poeta?
Nada, apenas um monte de nada
Com sonhos e poesia à mistura

Faz de Conta

Faz de conta que sou chave
Eu serei a porta que se abre


Faz de conta que sou luz
eu serei o brilho que te seduz


Faz de conta que sou mar
Eu serei azul a brilhar


Faz de conta que sou melodia
Eu serei nota da tua sinfonia


Faz de conta que sou teu
Eu serei tua e tu serás meu


E como criança tonta
Faz de conta, faz de conta...