Encontrei uma caneta perdida nos meus versos
Uma caneta poeirenta, uma caneta sem tinta
Uma caneta que me recorda a duração infinita
Que um poema pode ter
Lembrei-me daquilo que faz de mim poeta,
Daquilo que me faz voar em liberdade
Pelo mundo da minha pobre caneta
Imagino-me a criar um poema
Imagino-me a rimar sem regra
Tornando-me verdade e entrega
Partiu, a caneta partiu
Mas o que tem aquela caneta
Que me faz querer ser poeta?
Nada, apenas um monte de nada
Com sonhos e poesia à mistura

